Anitta Celebra Divindade Feminina em Ato III de EQUILIBRIVM com Deus Mae
A narrativa audiovisual de “EQUILIBRIVM” continua. Anitta lanca, o terceiro ato da sequencia de videos musicais de seu novo album. Embaladas pelas faixas “Mandinga” e “Nanã“, a produzao reflete, respectivamente, sobre liberdade femenina e a sabedoria da mais velha das orixas afro-brasileiras. Participam Marina Sena, Rincon Sapiancia e King Saints, colaboradores das cancoes.
Sobre o Ato III: Deus Mae
“Deus Mae comeca convocando mulheres a romperem suas amarras, ao som de Mandinga. E termina celebrando a mais antiga e sabia das Yabas, senhora da criacao”, reflete Anitta. “Essas musicas, juntas, funcionam como um testemunho da forca femenina no campo social e tambem no espiritual”.
Nidia Aranha, diretora criativa de todo o projeto “EQUILIBRIVM”, ecoa a fala da cantora: “O terceiro ato desloca a ideia de divindade para alem do eixo patriarcal ocidental e propoe uma deidade femenina, geradora de si e do mundo, onde criacao e contexto sao indissociaveis.”
Mandinga: A Libertacao Femenina
“Mandinga” abre esse percurso. Reis e figuras masculinas de poder dominam o inicio do filme, simbolizando estruturas ancestrais de opressao. Nesse cenario, Anitta e Marina Sena surgem presas a essas condicoes, confinadas em uma gaiola de madeira.
Ao longo da musica, esses elementos entram em colapso, abrindo espaco para outra organizacao do mundo. As forcas ancestoras iyami osoronga – aqui manifestadas na forma de tres aves que sobrevoam a floresta – sao responsaveis por quebrar esse feitico e libertar as artistas, que passam a trilhar seus proprios caminhos como protagonistas de suas historias.
Felipe Britto, socio-fundador da Ginga Pictures e responsavel pela producao audiovisual do album, completa dizendo que a ideia foi “construir uma narrativa visual onde as mulheres aparecem inicialmente presas num mundo patriarcal, governado por homens, e de forma natural, quase inevitavel, vao quebrando essa mandinga. E a forca femenina se libertando por dentro, empoderada e independente, sem precisar pedir licenca.”
Nana: A Sabedoria Ancestral
A cancao “Nanã”, que embala o segundo momento do medley visual, evoca Nanã Buruque, a mais antiga das orixas. A peca traz uma reflexao sobre a sabedoria ancestral feminina e a conexao com as raizes afro-brasileiras.
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